sábado, 19 de setembro de 2009

Vida entre morte

Em um quarto de hospital, recuperando-me do incidente ocorrido em razão de salvar aquela que eu amava, percebi o quanto a minha vida é importante.
Claro, eu não devo começar pelo final. Tudo aconteceu em uma bela noite, que brilhava à luz da lua em nossos olhos. Eu e a minha recém conhecida amiga estávamos voltando de um belo show, quando fomos abordados por dois sujeitos. Inicialmente queriam apenas roubar nossos objetos, mas isso foi muito pouco. Logo percebi que iriam tentar algo com a minha amiga, uma violência horrenda, humilhante e nojenta.
Eu não poderia ficar parado. E, por incrível que pareça, eu gostava daquele momento, pois assim eu poderia deixar a minha vida, pois vivia com pensamentos no passado e sem esperança para o futuro, realizando meu maior sonho, o de morrer como um herói. Eles estavam armados apenas com canivetes, o que me deixou ainda mais seguro em proteger a minha grande amiga. A luta durou menos de 5 minutos, até chegar a viatura, levando os dois bandidos à delegacia e levando-nos em segurança ao hospital mais próximo para eu me recuperar das feridas. Feridas das quais eu me orgulhava, pois graças a elas eu consegui manter a integridade física de uma grande pessoa.
Mas apesar do meu orgulho, tudo aquilo doía demais, a tristeza do abandono, sofrido tempo antes ainda me atormentava e intensificava ainda mais a dor das feridas causadas pelos afiados canivetes daqueles marginais. Eu ia perdendo muito sangue pelo caminho do hospital e me sentia cada vez mais fraco, mas eu sabia que sobreviveria.
E lá fiquei, por vários dias na cama, refletindo sobre a vida, inclusive deparando-me com a morte. Quando isso aconteceu, eu tive a opção de escolher entre viver ou morrer. Admito, fiquei em dúvida, mas não demorou muito pra deixar o meu egoísmo de lado e viver, a fim de não fazer nenhuma pessoa que eu amo sofrer pela minha partida.
Claro, se fosse preciso arriscar a minha vida para salvar, não apenas essa amiga tão especial, mas qualquer outra pessoa que eu tivesse ao lado para proteger, eu faria, mas pensaria muito na minha vida e faria o máximo para sair vivo dela.
E nesse leito do hospital, sentindo a lágrima daqueles que rezam pela minha recuperação, eu sinto como a minha vida é importante e como eu posso fazer falta nesse mundo. Perdoem-me pessoas queridas, por preocupá-los com isso.

Este não é um texto baseado em fatos reais, é apenas um texto que reflete alguns dos meus pensamentos mais profundos.

Abraços queridos leitores,
Felipe Born de Jesus

2 comentários:

Thaís disse...

Muito bom :D
Eu realmente pensei que a historia era verdadeira.. hahahha

Anônimo disse...

carãããã

adoreeeei

mto loko... vc sabe q eu sempre achei q vc escreve mto bem... e uma imaginação mto fértil!

hihihi


beeeijo
adoro vc
=D